
Muitos dos romances de Henry James (The Spoils of Poynton, The Golden Bowl, The Portrait of a Lady, The Wings of the Dove) — e também alguns dos seus contos — apresentam-nos um combate entre a ganância e a reticência.
Trata-se de um leitmotiv anacrónico, que talvez explique alguma impopularidade do autor: pois se a ganância como objecto literário faz todo o sentido em dois mil e oito, ninguém imagina para que servirá, hoje em dia, a reticência.
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A impopularidade de Henry James sempre me causou alguma perplexidade, mas a sua observação faz muito sentido.
À galeria dos que mencionou, acrescentaria talvez «The Awkward Age».
Curiosamente, acabo de ler «The Princess Casamassima» e interrogo-me por que razão não é mais reconhecido um romance que, na década do terrorismo, é tudo menos anacrónico.
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Sim, e o mesmo podíamos dizer de outros livros que tratam do tema. Correndo o risco de confundir os títulos (mas não os autores): os Demónios de dostoievsky, o Agente Secreto de Conrad, o Homem que era Quinta-Feira de Chesterton.
Temos a iusão de que o terrorismo é uma coisa nova e esquecemos que se trata de uma longa tradição anarquista que aterrorizou a Europa.
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