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Passei o Natal nas berças, onde fui tratado como um ganso do Périgord. Entre convocatórias para comer mais uma rabanada ou mais uma filhó, cheguei a trancar a porta do quarto durante a noite, temendo que não resistissem a extrair o meu figado intumescido para confeccionar mais um pâté.
Felizmente caí à cama durante um dia e meio, conseguindo saltar várias refeições. Agora vivo de comprimidos, como sempre sonhei. Não garanto que esteja na posse de todas as minhas faculdades, mas podíamos dizer o mesmo de vários membros do Governo. A solução, já se sabe, passa por cultivar uma certa gravitas.
(Onde terei posto aquele livrinho do Manuel Alegre?)
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