
Portugal atravessou-se na história Veneziana em duas ocasiões. A primeira, quando Vasco da Gama percorreu o caminho marítimo para a Índia, sujeitando a república a uma humilhante decadência comercial. A segunda, quando Luisa Todi lá foi cantar em finais de 1791. Ainda hoje os livros referem o extraordinário sucesso da mezzo-soprano. Os seus admiradores fizeram gravar um retrato da diva, sob o qual colocaram a legenda: “Em Veneza, no ano da Todi”. Nos tempos de glória da Serenissima, a inscrição teria sido bem diferente: “Em Veneza, no ano de Lepanto” (annus victoriae navalis).
Depois da Todi, a cidade já estava pronta para Napoleão.
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Já tenho pensado se alguém para além de mim lê este género de postes que o Luís escreve, mas aproveito para pedir que não acabe com eles. Nem que eu seja o único a lê-los (e sei que não sou), resista, resista sempre (Don John of Austria is hidden in the smoke).
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Ah, não tenha receio: estes escrevo-os para mim. Embora saiba que no dia seguinte tenho sempre menos alguns leitores.
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