vida breve

textos quase originais de luis m. jorge

Categoria: post

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Adília Lopes, Alberto de Lacerda, António Botto, António Osório, Cesário Verde, Eugénio de Andrade, Fernando Assis Pacheco, Fernando Pinto do Amaral, Gonçalo M. Tavares, Helder Moura Pereira, Helga Moreira, Herberto Helder, João Miguel Fernandes Jorge, Joaquim Manuel Magalhães, Jorge de Sena, José Emílio-Nelson, Judith Teixeira, Luís Miguel Nava, Manuel de Freitas, Mário Cesariny, Nuno Júdice, Rui Knopfli, Sophia de Mello Breyner Andresen e Vasco Graça Moura são alguns dos autores analisados em Aula de Poesia— colectânea de 42 ensaios sobre poetas e poesia. Nas livrarias desde 22 de Fevereiro, lançamento logo ao fim da tarde na Fnac Chiado, com apresentação de Pedro Mexia.

(Este texto foi roubado ao Eduardo Pitta).

E no entanto, eles mexem-se.

A defesa do primeiro-ministro está agora reduzida a um só argumento: as formalidades do Direito devem protegê-lo do escrutínio dos cidadãos. Este tema foi ontem desenvolvido em dois posts, de João Pinto e Castro e Isabel Moreira.

O primeiro sujeita Kant a tratos de polé e desemboca numa inesperada tontaria a sugerir que somos herdeiros de Hitler e Estaline. Há respostas à altura do doutoral desabafo (embora mais educadas) neste e neste blog, cuja leitura se recomenda.

O post de Isabel Moreira seria respeitável se fosse honesto, mas não é. A autora assume uns ares de rigor científico enquanto proclama a impunidade do primeiro-ministro: acho de gargalhada a ideia de sócrates ter tentado fazer o que se diz que tentou fazer, escreve a certa altura.

No seu texto explica-nos que quando defende valores como o respeito pela lei, pela privacidade, pela intimidade de cada um, está também a defender todos nós, esta coisa que se chama a cidade e a democracia, pois, acredita ela, não há liberdade sem lei.

A seguir, no entanto, estraga tudo ao lamentar que não se possa fazer nada quando fica demonstrado que Belém tem uma tramóia montada contra o Governo.

Eis o problema do post, leitores: a tramóia da presidência que ela refere só ficou demonstrada pela divulgação de e-mails privados no jornal em que a Isabel Moreira publica os seus textos de opinião. E quando o assunto foi discutido, a autora não invocou valores, como o respeito pela lei, a privacidade ou a intimidade de cada um para proteger a pólis, a democracia nem os cidadãos.

Não o fez antes, e não o faz agora. Ao invocar o caso Fernando Lima, uma tramóia que segundo os seus altos critérios devia ignorar, Isabel Moreira revela-nos os limites da sua doutrina e, muito pior, da sua boa-fé.

Artigo seguinte

Até quinta.

Avante, camaradas.

manifesto e os primeiros subscritores da petição.
Primeiras ecos na imprensa, no ionline; no Público;