Os dois Álvaros
por Luis M. Jorge
Estava a ler este texto de Medeiros Ferreira quando percebi que existiam ao nosso dispor dois retratos alternativos do ministro Álvaro Santos Pereira.
O primeiro — e mais benevolente — é o dos que o consideram um erro de casting: homem simples, talvez um pouco tolo, com conhecimento muito teórico da realidade portuguesa, a quem entregaram um ministério desmedido e uma missão impossível.
O segundo retrato — mais maquiavélico — é o de quem o considera o produto de um casting extremamente meticuloso. Neste caso alguém terá escolhido um homem simples, talvez um pouco tolo, com conhecimento muito teórico da realidade portuguesa, a quem podia entregar um ministério desmedido e uma missão impossível.
Alguém que, depois de comprovada a ineficácia do ministro, tentasse chamar a si, por exemplo, uma ou duas privatizações.
” Santos da casa não fazem milagres ” e quando houve que escolher o Ministro da Economia o milagre a fazer era de tal tamanho que quanto mais longe de casa melhor .Vancouver foi o que se arranjou ,pois apesar de ser Santos o eleito não era certamente da casa e , ao que parece , não havia nenhum expatriado na Nova Zelandia que escrevesse umas coisas num blog.Foi assim.
É a vida !
manuel.m
Era a minha interpretação há uns meses.
bom texto, também maquiavélico.
Obrigado, Pedro. Agora só me falta escrever uma história de Florença.
eheheh
O único que conseguiu alguma “reforma” estrutural foi este misnistro e a Cristas. Talvez pelo seu baixo low-profile, conseguiu um acordo sobre o mercado de trabalho que toda a gente no Governo não esperava . No dia a seguir foi ver Relvas, Portas e outros, muito mais «espertos» do que este ministro, a agarantir um lugarzinho na foto. Especialmente Paulo Portas que quando se trata de anunciar as medidas de austeriedade, nunca fica na foto e delega sempre em Passos Coelho e Gaspar, por estar ausente em representação do país, e depois aparece nestas fotos das poucas vitórias que o governo vais tendo. Não me leve a mal, mas tenho um fraquinho por anjos caídos.
A reforma estrutural da Cristas foi aquela chuva de quinta-feira, Carlos?
Não, foi aquela história das gravatas.
lol.
Infelizmente para ele, da parte dele foi, é e será sempre um erro ter ‘casting’, pelo simples facto de ter aceite algoque estava manifestamente além, se não das suas capacidades — e mesmo neste domínio parece-me claro que sim –, da sua ‘tarimba’.
lol. eliminaste o comentário errado; mas, enfim, qual é o mal de um comentário com uma ou duas palavras trocadas quando comparado com tudo o que o país está a passar…
A sério? Pareciam-me exactamente iguais. Sorry.
Pas de quoi. Não era nada de especial: «erro de ‘casting’» e não «erro por ‘casting’»; «algo que» e não «algoque».