A não ser para o Professor Marcelo que, como lhe disse o Eduardo Lourenço, é a única pessoa que ele conhece que ao estar à janela é capaz de se ver a si próprio a passar na rua. Fica assim incluída a introspecção.
E o Eduardo Lourenço, será a única pessoa que ele próprio conhece que ao olhar para um espelho vê a pátria longínqua entre as neblinas do seu barbear? Isto dava pano para mangas.
Sobrestimada … e com perigos de ficar um cristão tão sábio como qualquer homem assado num forno. Ou, relembrando mestre Rabelais no Gargântua (cap. XIV), – citação qu’é sempre de trazer no bolsinho do paletó:
“Après, en eut un aultre vieux tousseux, nommé Maistre Jobelin Bridé, qui luy leugt Hugutio, Hebrard Grecisme, le Doctrinal, les Pars, le Quid est, le Supplementum, Marmotret, De moribus in mensa servandis, Seneca De quatuor virtutibus cardinalibus, Passavantus cum Commento, et Dormi secure pour les festes, et quelques aultres de semblable farine. À la lecture desquelz il devint aussi saige qu’onques puis ne fourneasmes nous.”
Não se forneie você com leituras excessivas que a gente gosta de passar por cá todos os dias a lê-lo.
Tem também a conveniência adicional de ser um trecho «preemptive strike»; caso os seus detractores o acusem de ter por seguidores apenas ignara súcia de candangos.
Pode imediatamente provar por «a+b» que não; que até citam do fino e dos clássicos.
Ler os outros é entrar no seu mundo mas também pode ser uma intromissão no nosso.
Se lermos quem nos conhece e, por coincidencia, fizer referencia a pormenores que podiam ter a ver connosco por muito bem escrito que possa estar e ter sido SÓ coincidencia/imaginação pode ser uma experiencia traumatizante.
Melhor que isso só fazê-lo de óculos escuros, sentado numa esplanada, com um bom café e um cigarro!!
Está bem, pronto.
A não ser para o Professor Marcelo que, como lhe disse o Eduardo Lourenço, é a única pessoa que ele conhece que ao estar à janela é capaz de se ver a si próprio a passar na rua. Fica assim incluída a introspecção.
E o Eduardo Lourenço, será a única pessoa que ele próprio conhece que ao olhar para um espelho vê a pátria longínqua entre as neblinas do seu barbear? Isto dava pano para mangas.
Luís, é uma actividade através da qual, entre outras coisas, se pode aprender imenso — eu aprendi.
Eu também, mas com muitos só se desaprende.
Com certeza, Luís, mas faz parte. E o mesmo sucede com tudo que envolva interacção com outras pessoas.
Já me sinto melhorzinho.
Sobrestimada … e com perigos de ficar um cristão tão sábio como qualquer homem assado num forno. Ou, relembrando mestre Rabelais no Gargântua (cap. XIV), – citação qu’é sempre de trazer no bolsinho do paletó:
“Après, en eut un aultre vieux tousseux, nommé Maistre Jobelin Bridé, qui luy leugt Hugutio, Hebrard Grecisme, le Doctrinal, les Pars, le Quid est, le Supplementum, Marmotret, De moribus in mensa servandis, Seneca De quatuor virtutibus cardinalibus, Passavantus cum Commento, et Dormi secure pour les festes, et quelques aultres de semblable farine. À la lecture desquelz il devint aussi saige qu’onques puis ne fourneasmes nous.”
Não se forneie você com leituras excessivas que a gente gosta de passar por cá todos os dias a lê-lo.
Que belo trecho. Tenho andado a perder Rabelais, está visto.
Tem também a conveniência adicional de ser um trecho «preemptive strike»; caso os seus detractores o acusem de ter por seguidores apenas ignara súcia de candangos.
Pode imediatamente provar por «a+b» que não; que até citam do fino e dos clássicos.
Sem imodéstia, soliplass, julgo que os meus detractores não me acusarão de tal coisa. Mas a ideia é boa.
eu continuo a ser praticante desse ofício de olhar e ler os outros. sorry
Don’t. Eu também, mas queixo-me muito.
Ler os outros é entrar no seu mundo mas também pode ser uma intromissão no nosso.
Se lermos quem nos conhece e, por coincidencia, fizer referencia a pormenores que podiam ter a ver connosco por muito bem escrito que possa estar e ter sido SÓ coincidencia/imaginação pode ser uma experiencia traumatizante.