Universidade de Verão.
por Luis M. Jorge
O que é preciso é amar Portugal
os velhinhos o novo passe social.
Ouvir os doutores travar amizades
viver um pouco acima das possibilidades.
A Marisa já está na banca o Lopes na Distrital
a Kátia exige o fim do Estado Social.
O que é preciso é amar Portugal
ouvir os doutores ser mais liberal.
Se eu também for esperto obediente atilado
não muito impaciente nem muito apressado
Hei-de encontrar padrinho hei-de ter um aliado
e mais tarde ou mais cedo, mamã, chegarei a algum lado.
Já dá para três manjericos nos próximos Santos..
Abraço, Luis. Bem-vindo de férias.
Obrigado, João.
Se for liberal a moda antiga pode chegar a secretário de estado.
Vou ver se vai por esta Luís.
Ai, que desafio.
Ai.
Olá, gosto de o ver de volta, crítico como habitualmente.
A vida não apenas é breve como também é estranha, não é?
Quando se escolhe, bastará deitar abaixo sem cuidar em quem irá suceder aos que queremos afastar? Pergunto.
Um dia respondeu-me que pior que o Sócrates apenas a bubónica. Recorda-se?
Vendo o que está a ver, hoje dir-me-ia o mesmo?
Seja como for, ontem também escrevi, lá no meu canto, sobre esta coisa do passe para os pobrezinhos, que têm que apresentar a certidão de casamento, a declaração do IRS autenticada pelas finanças e sabe-se lá mais o quê para conseguirem comprá-lo.
Mas, sabe, menos mal, apesar de tudo: temos barraquinhas onde se vendem passes para os pobrezinhos que provem que o são mas, vá lá,,,, ainda não temos parquímetros para prostitutas.
Bom regresso!
“Um dia respondeu-me que pior que o Sócrates apenas a bubónica. Recorda-se?
Vendo o que está a ver, hoje dir-me-ia o mesmo?”
Exactamente o mesmo. Prefiro palermas a bandidos.
Desde que os palermas não façam o mesmo ou pior que os ‘bandidos’ ou não…?
E nem é preciso ser muito esperto; tudo o resto é mais do que suficiente. Haja estômago. Como é que escreveu o Tomasi di Lampedusa? Ah, algo como «é preciso que tudo mude para que tudo permaneça igual» (cito de memória). Era um sábio, o gajo — um sábio!
(Vejo que não foi recrutado. É pena. Seria menos um jotinha.)
“(Vejo que não foi recrutado. É pena. Seria menos um jotinha.)”
Ora aí está uma perspectiva original.