O problema.

by Luis M. Jorge

O problema é que o PSD, com mais ou menos asneiras, já não vê um político desde Durão Barroso. Não estou a falar de um génio, claro, mas de alguém com tacto e instinto de sobrevivência.

Depois de Durão, o dilúvio: eis uma frase que, aplicada à personagem, não deixa de ser extraordinária. De 2004 a 2011 o partido foi entregue a dois loucos varridos (Santana e Menezes, com Menezes a ganhar), a dois totós (Mendes e Coelho, mais o Coelho que o Mendes) e à drª Manela, que apesar da indiscutível santidade não foi exactamente um prodígio de agudeza estratégica.

Sete anos nesta merda.

Outra década nisto e podemos exumar o Suetónio, que ao menos já treinou com as biografias de Nero, Galba e Vitélio: não eram mais doidos que os nossos. Nem Calígula, que elevou um cavalo a senador, se lembraria de ir buscar o Fernando Nobre. Você não leu os Doze Césares? Então aguarde os Doze Palhaços, por apenas mais um euro na compra do DN.

Foda-se, é inacreditável que não haja um caralho com dois palmos de testa no maior partido da oposição. O país em ruínas, o Governo nas mãos de um Goebbels da esquerda gira e moderna e aquele atrasado mental desce nas sondagens a dois meses das eleições. Puta que o pariu.

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