“Ó Zézito, já trataste do casamento dos meus amigos homossexuais?”
Os colóquios de Solvay de 1927 marcaram até hoje o mundo da Física, pois aí ocorreu o primeiro duelo titãnico entre Einstein e Niels Bohr.
Este Sábado não foi menos importante para a nossa blogosfera, emocionada com o encontro fecundo entre José António Saraiva, o Einstein da imprensa portuguesa, e a rara perspicácia do seu émulo Vasco Lobo Xavier.
Já eu, para além da minha namorada, sou influenciado por amigos, colegas, jornais, livros, etc. No fundo, por tudo aquilo que me rodeia. Mas, para algumas pessoas, ser influenciado pela namorada deve ser revelador de uma fraqueza de carácter inominável.
Contudo, duas coisas despertaram a minha atenção. No início do segundo parágrafo, VLX escreve:
«Num país civilizado, qualquer um se sentiria incomodado se a mulher, amante, amiga, namorada, união de facto ou o que fosse usasse o seu poder sobre um Primeiro-Ministro para o levar a tomar decisões políticas ou outras numa ou noutra direcção.»
Ora, num país civilizado até pode suceder que haja uma Primeira-Ministra e que a influência seja do marido, amigo, amante, namorado, etc. (Se o país for mesmo muito civilizado, até pode ser que a Primeira-Ministra seja influenciada pela mulher, namorada, etc. Não que ter uma relação com alguém do mesmo sexo seja mais ou menos civilizado, mas eleger alguém que o assume será certamente um sinal de que estamos perante um eleitorado civilizado.)
No final, escreve VLX:
«Mas pelos vistos José Sócrates recusa aos portugueses o seu direito ao referendo quando não lhe interessa. A ele ou à Fernanda Câncio.»
Pois, percebe-se que o objectivo era terminar com uma frase sonante. Mas, por acaso, até é mentira: «não gosto de referendos ao aborto. é uma coisa que me chateia» (daqui: http://gloriafacil.blogspot.com/2005/10/em-memria-do-almirante.html) Nem por isso deixou de existir um referendo ao aborto, pois não?
Carlos Azevedo
10-11-09 em 15:57
Ultimamente, até pareço um defensor da Câncio. Não é o caso. Simplesmente, nunca fui adepto de Maquiavel. Os fins não justificam (todos) os meios.
Carlos Azevedo
10-11-09 em 16:03
ora essa, fique à vontade.
Luis M. Jorge
10-11-09 em 16:30