
Estas duas criaturas fazem os papéis de Charles Ryder e Sebastian Flyte no mais recente assassinato do livro de Waugh. Basta olharmos para os seus rostos lânguidos, vácuos e suficientes para percebermos que nunca leram um livro, quanto mais estudar em Oxford e passar férias no Pallazo Barbarigo. Manifestamente ocuparam os dias em castings a exibir ares amaneirados, como agora exibem aos pulinhos os seus sacos de compras em lojas da Fendi, supondo que já receberam o cachet. Os dois meninos não vieram de uma novela eduardiana, mas de um filme softcore gay. Não temos que ir além do cartaz para compreendermos isto: a mesma obra que pretendia ilustrar o rebaixamento de uma cultura trespassada pela vulgaridade redonda e satisfeita é agora a vítima indefesa dos maus instintos que pretendeu denunciar — de um mundo que trocou a arte pelas dietas e pelos trapinhos.
Vou ver a pepineira, e logo digo se o meu arrazoado se confirma.