vida breve

textos quase originais de luis m. jorge

Month: Novembro, 2008

Ainda Brideshead.

O comentador João Gil assevera-me que alguns jornais de referência mencionam o filme como a adaptação para cinema de um romance da famosa escritora Evelyn Waugh.

Eis uma asneira digna daquele número funesto da Noticias Magazine em que a Laurinda Alves se pôs a citar Laroche Foucault.

39732-004-d17d20d5

A famosa escritora Evelyn Waugh.

francois_de_la_rochefoucauld 

O duque de La Rochefoucauld

Os pequenos estúpidos.

Ainda não percebi porque querem os nossos meninos tanta educação sexual. Imaginarão eles que vão passar o dia todo a foder nas salas de convívio? Acham que é preciso um módulo de 30 horas para aprenderem a colocar o preservativo? Julgam que a professora de saúde lhes vai revelar alternativas à posição de missionário? É tudo um pretexto para organizarem órgias com muita coca e festivais de t-shirt molhada? O que se passará dentro daquelas cabeças lerdas, que se exprimem em grunhidos pouco articulados? Não se pode suspender esta gente por seis meses, para pôr tudo na ordem?

Antes de Brideshead.

picture-2

Estas duas criaturas fazem os papéis de Charles Ryder e Sebastian Flyte no mais recente assassinato do livro de Waugh. Basta olharmos para os seus rostos lânguidos, vácuos e suficientes para percebermos que nunca leram um livro, quanto mais estudar em Oxford e passar férias no Pallazo Barbarigo. Manifestamente ocuparam os dias em castings a exibir ares amaneirados, como agora exibem aos pulinhos os seus sacos de compras em lojas da Fendi, supondo que já receberam o cachet. Os dois meninos não vieram de uma novela eduardiana, mas de um filme softcore gay. Não temos que ir além do cartaz para compreendermos isto: a mesma obra que pretendia ilustrar o rebaixamento de uma cultura trespassada pela vulgaridade redonda e satisfeita é agora a vítima indefesa dos maus instintos que pretendeu denunciar — de um mundo que trocou a arte pelas dietas e pelos trapinhos.

Vou ver a pepineira, e logo digo se o meu arrazoado se confirma.

O problema.

Se encherem Lisboa de bicicletas, onde é que vamos pôr os contentores?