Ok eu explico: o não-sei-quantos disse não sei quê do não-sei-que-mais, mas tudo tem a ver com o facto de o não-sei-que-mais ter dito não-sei-quê do não-sei-quantos e depois um tipo que não tinha nada a ver com o que o não-sei-que-mais disse do não-sei-quantos bateu com a porta. Depois outros bateram com a porta, inclusivamente o não-sei-quê. Ao mesmo há uns quantos que estavam caladinhos e saem pela janela. Conclusão: os tipos que saíram não foram os mesmos tipos que bateram com a porta. Foi isto que eu percebi.
Ah, mas ao mesmo tempo que os bolcheviques re-constroem o seu feudo, num maravilhoso diacronismo os miguelistas do Corta-Fitas entram em cisão definitiva com os liberalistas. Os pormenores são de notável reconstituição histórica, e confesso que estava à espera de ver aparecer o Nicolau Breyner com patilhas à beirão num solar de Mangualde… mas não. Este último perfeito detalhe não se verificou.
Oh, Ahah. Nem a propósito: “… ele tinha de encontrar a solução lendo os livros. Em grego. Hoje já não há infâncias destas…” BWAHAAHAHAHAH. Precioso. Se fosse visigótico, aí sim, entrava eu.
Caí de pára-quedas neste blogue, mas mesmo assim serei franco convosco. Nunca me pareceu que JPP escrevesse assim um latim de um gajo se atirar para o chão, mas é um tipo trabalhador e bem-intencionado, creio eu; apesar de não saber usar o ponto e vírgula. Sinceramente, gosto de o ler, embora me preocupe nele algum facciosismo que não consegue esconder. Espero que seja de propósito.
Todavia, há outra coisa a dizer. Para um fulano que lê tanto – não entendo por que razão ainda não deu ainda em anarquista. Era o que eu daria, no lugar dele, se tivesse lido o mesmo.
Já eu acho o Abrupto uma estopa descomunal e, às vezes, o autor esconde mal a sua enorme tendência para o exibicionismo das suas erudiçoes (que sempre é melhor exibir erecçoes).
E aquela de meter fotos de gajos a pintar prédios na Guatemala, bancos vazios no Príncipe Real, pores-do-sol em Estarreja, tudo enviado pelos embevecidos leitores, é cá de um onanismo blogueiro. Notem como hordas de leitores se pelam por terem uma foto da sua estante de biblioteca escancarada no canto cibernético do Génio…
Claro está, podemos sempre deleitar-nos com o brilhantismo da sua vertente académica, lendo a divertida série, indicada para toda a família, “Estudos sobre o Comunismo”, ou “Como tirar a tesao a uma ninfomaníaca em 10 nanosegundos”.
Ok, eu explico.
Deus criou o homem. Não satisfeito, criou a mulher. Como é óbvio, deu merda. Uns milhares de anos depois apareceu a política democrática e o divórcio. Como andava gente descontente e pouco informada acerca dos boatos universais houve uns senhores que criaram a internet que era para todos sabermos da vida alheia. Apenas um problema: a linguagem não era acessível a todos.
Com efeito, o Pacheco Pereira criou a blogosfera, tal como Deus tinha criado o mundo e os outros dois imbecis.
No entanto, fê-lo sem autorização do Daniel Oliveira e do Rui Tavares, que só para chatear o Pedro Mexia, o Pedro Lomba e João Peneira Coutinho começaram a parir blogs de esquerda. Entre eles o 5 Dias – um blog estalinista que de repente se abriu a uma série de libertários “tou-me a cagar para tudo” e socialistas europeus (como o Luis M. Jorge que nunca foi convidado porque, vejam lá bem, pensava) que escreviam em minúsculas. Como os comunistas são conservadores e gostam das letras direitinhas, excepção feita ao camarada Saramago que até ganhou um prémio e tudo, chegando mesmo a pertencer ao corpo dirigente do Avante II – o Diário de Notícias – mesmo sem ser blogger e fracturante e o caralho (pardon my french, mas sou um rapaz do campo), como gostam das letras direitinhas, dizia eu, ficaram chateados. A coisa passou, mas um dia alguém disse bem do PM. Ora, dizer bem do poder é crime para as minorias, e dizer mal do poder para a maioria também. Deu chapada. No porão ficou a Marta Rebelo, que até à data ninguém viu (nem na blogosfera, nem no parlamento, nem em lado nenhum, há uns meses valentes) e poderá estar, eventualmente, morta.
Os socialistas europeus e os libertários do “tou-me a cagar para tudo” fundaram um novo partido juntamente com outros fracturantes e passaram a ter um blog só de causas. Os comunistas ficaram sozinhos a tentar dominar o mundo e têm o Rui Tavares como refém. Ninguém sabe o que pode acontecer.
Entretanto, o Provedor da blogosfera, conhecido na esquerda como “O Mascarenhas” escreveu sobre o assunto e está disponível para as vossas dúvidas.
Quanto a Deus, esse está bastante arrependido do que fez.
“Entre eles o 5 Dias – um blog estalinista que de repente se abriu a uma série de libertários “tou-me a cagar para tudo” e socialistas europeus (como o Luis M. Jorge que nunca foi convidado porque, vejam lá bem, pensava) que escreviam em minúsculas.”
Tenho que o corrigir, jorge c. É verdade que ninguém me convidou para escrever no 5 Dias (como ninguém me convidou para escrever numa série de outros blogues que entretanto surgiram a rebentar de “socialistas europeus”).
No entanto parece-me incorrecto que esse terrível “faux pas” dos autores do 5 Dias possa ser atribuido a qualquer desnível na inteligência dos seus protagonistas. O 5 Dias teve, e ainda tem, gente muito capaz nas suas fileiras. Alguns foram para o novo blogue, outros ficaram por lá.
Quanto a mim nunca gostei de carneirada, por isso não perco o meu tempo a perguntar porque é que alguém não me convida para não sei o quê. Após o fim do blogue pela despenalização do aborto afastei-me civilizadamente dos outros participantes, e o resto é história.
Não tinha intenção de magoar os sentimentos das pessoas do 5 Dias. A minha análise era meramente antropológica. Saí-me um belo Fernando Rosas, não foi? Não tenho perdão!
Jorge c. até que enfim um post com piada, que estes tipos são todos uns vaidosos… concordo consigo na análise de várias personagens. O Luis não se ofenda, porque se não gostasse de o ler, não andava por aqui.
fantástico
hehe…
Lóle!
Eu nao me dei ao trabalho de ler os posts da querela…
Alguém é capaz de me explicar sinteticamente o sucecido.
Quanto ao post, o Luis é tramado… e ainda bem!
O autor do putsch foi o Luís Rainha?
E o cadafalso funcionou?
A ser assim, sou pelo “jugular”.
Eu não explico nada, já tenho inimigos que cheguem.
Ok eu explico: o não-sei-quantos disse não sei quê do não-sei-que-mais, mas tudo tem a ver com o facto de o não-sei-que-mais ter dito não-sei-quê do não-sei-quantos e depois um tipo que não tinha nada a ver com o que o não-sei-que-mais disse do não-sei-quantos bateu com a porta. Depois outros bateram com a porta, inclusivamente o não-sei-quê. Ao mesmo há uns quantos que estavam caladinhos e saem pela janela. Conclusão: os tipos que saíram não foram os mesmos tipos que bateram com a porta. Foi isto que eu percebi.
Ah, mas ao mesmo tempo que os bolcheviques re-constroem o seu feudo, num maravilhoso diacronismo os miguelistas do Corta-Fitas entram em cisão definitiva com os liberalistas. Os pormenores são de notável reconstituição histórica, e confesso que estava à espera de ver aparecer o Nicolau Breyner com patilhas à beirão num solar de Mangualde… mas não. Este último perfeito detalhe não se verificou.
Eu acho que todas estas peripécias escondem um objectivo maior: acabar com as fotografias no Abrupto.
A sério: isto da mística dos livros, não é para toda a gente – e depois dá nestes complots despercebidos. Mas eu (eu, eu, eu) estou atento!
Oh, Ahah. Nem a propósito: “… ele tinha de encontrar a solução lendo os livros. Em grego. Hoje já não há infâncias destas…” BWAHAAHAHAHAH. Precioso. Se fosse visigótico, aí sim, entrava eu.
(http://abrupto.blogspot.com/2008/10/errata-com-blake-e-mortimer-george.html)
Caí de pára-quedas neste blogue, mas mesmo assim serei franco convosco. Nunca me pareceu que JPP escrevesse assim um latim de um gajo se atirar para o chão, mas é um tipo trabalhador e bem-intencionado, creio eu; apesar de não saber usar o ponto e vírgula. Sinceramente, gosto de o ler, embora me preocupe nele algum facciosismo que não consegue esconder. Espero que seja de propósito.
Todavia, há outra coisa a dizer. Para um fulano que lê tanto – não entendo por que razão ainda não deu ainda em anarquista. Era o que eu daria, no lugar dele, se tivesse lido o mesmo.
Já eu acho o Abrupto uma estopa descomunal e, às vezes, o autor esconde mal a sua enorme tendência para o exibicionismo das suas erudiçoes (que sempre é melhor exibir erecçoes).
E aquela de meter fotos de gajos a pintar prédios na Guatemala, bancos vazios no Príncipe Real, pores-do-sol em Estarreja, tudo enviado pelos embevecidos leitores, é cá de um onanismo blogueiro. Notem como hordas de leitores se pelam por terem uma foto da sua estante de biblioteca escancarada no canto cibernético do Génio…
Claro está, podemos sempre deleitar-nos com o brilhantismo da sua vertente académica, lendo a divertida série, indicada para toda a família, “Estudos sobre o Comunismo”, ou “Como tirar a tesao a uma ninfomaníaca em 10 nanosegundos”.
Genial!
Ok, eu explico.
Deus criou o homem. Não satisfeito, criou a mulher. Como é óbvio, deu merda. Uns milhares de anos depois apareceu a política democrática e o divórcio. Como andava gente descontente e pouco informada acerca dos boatos universais houve uns senhores que criaram a internet que era para todos sabermos da vida alheia. Apenas um problema: a linguagem não era acessível a todos.
Com efeito, o Pacheco Pereira criou a blogosfera, tal como Deus tinha criado o mundo e os outros dois imbecis.
No entanto, fê-lo sem autorização do Daniel Oliveira e do Rui Tavares, que só para chatear o Pedro Mexia, o Pedro Lomba e João Peneira Coutinho começaram a parir blogs de esquerda. Entre eles o 5 Dias – um blog estalinista que de repente se abriu a uma série de libertários “tou-me a cagar para tudo” e socialistas europeus (como o Luis M. Jorge que nunca foi convidado porque, vejam lá bem, pensava) que escreviam em minúsculas. Como os comunistas são conservadores e gostam das letras direitinhas, excepção feita ao camarada Saramago que até ganhou um prémio e tudo, chegando mesmo a pertencer ao corpo dirigente do Avante II – o Diário de Notícias – mesmo sem ser blogger e fracturante e o caralho (pardon my french, mas sou um rapaz do campo), como gostam das letras direitinhas, dizia eu, ficaram chateados. A coisa passou, mas um dia alguém disse bem do PM. Ora, dizer bem do poder é crime para as minorias, e dizer mal do poder para a maioria também. Deu chapada. No porão ficou a Marta Rebelo, que até à data ninguém viu (nem na blogosfera, nem no parlamento, nem em lado nenhum, há uns meses valentes) e poderá estar, eventualmente, morta.
Os socialistas europeus e os libertários do “tou-me a cagar para tudo” fundaram um novo partido juntamente com outros fracturantes e passaram a ter um blog só de causas. Os comunistas ficaram sozinhos a tentar dominar o mundo e têm o Rui Tavares como refém. Ninguém sabe o que pode acontecer.
Entretanto, o Provedor da blogosfera, conhecido na esquerda como “O Mascarenhas” escreveu sobre o assunto e está disponível para as vossas dúvidas.
Quanto a Deus, esse está bastante arrependido do que fez.
“Entre eles o 5 Dias – um blog estalinista que de repente se abriu a uma série de libertários “tou-me a cagar para tudo” e socialistas europeus (como o Luis M. Jorge que nunca foi convidado porque, vejam lá bem, pensava) que escreviam em minúsculas.”
Tenho que o corrigir, jorge c. É verdade que ninguém me convidou para escrever no 5 Dias (como ninguém me convidou para escrever numa série de outros blogues que entretanto surgiram a rebentar de “socialistas europeus”).
No entanto parece-me incorrecto que esse terrível “faux pas” dos autores do 5 Dias possa ser atribuido a qualquer desnível na inteligência dos seus protagonistas. O 5 Dias teve, e ainda tem, gente muito capaz nas suas fileiras. Alguns foram para o novo blogue, outros ficaram por lá.
Quanto a mim nunca gostei de carneirada, por isso não perco o meu tempo a perguntar porque é que alguém não me convida para não sei o quê. Após o fim do blogue pela despenalização do aborto afastei-me civilizadamente dos outros participantes, e o resto é história.
Não tinha intenção de magoar os sentimentos das pessoas do 5 Dias. A minha análise era meramente antropológica. Saí-me um belo Fernando Rosas, não foi? Não tenho perdão!
hehe
Luís, vamos criar um blog só de boatos. Um género de revista cor-de-rosa da bloga política.
Jorge c. até que enfim um post com piada, que estes tipos são todos uns vaidosos… concordo consigo na análise de várias personagens. O Luis não se ofenda, porque se não gostasse de o ler, não andava por aqui.
Uau!
A estatística nunca mente.