vida breve

textos quase originais de luis m. jorge

Month: Outubro, 2008

Welcome.

Embora tal possa surpreender o leitor, não é contraditório ter convicções de centro-esquerda e combater pela qualidade da vida democrática em Portugal… Não, caro amigo, as exigências da cidadania não são em absoluto incompatíveis com o socialismo moderno… Não são, não senhor… Homem, já lhe disse que… Jorge quê?… Ah, desconheço… Caro amigo, isso dos contentores é apenas uma inadvertência, eles acabam por cair em si… Garanto-lhe, leitor… Vá lá, não sejamos derrotistas… Olhe à sua volta… Pronto, então não olhe… Bom, nesse caso talvez seja melhor começar por aqui.

Todas as emoções fortes desembocam na melancolia. 

Os homens nunca perdoam a quem maltrataram.

É a vergonha, não a culpa, que extingue os pecados. 

Atribuimos geralmente ao carácter as falhas da imaginação. 

“Sou pouco ambicioso”, diz o humilhado. 

Se tiveste um berço curto, vais ter um corpo largo.

Amanhã, no DN.

As petites différences ideológicas não nos impedirão de ser justos: o extraordinário incremento de 222 para mais de 1000 escolas com nota positiva nos exames nacionas de matemática, em apenas um ano, é a prova incontestável da grandeza do senhor primeiro-ministro, e um resultado evidente do seu esforço glorioso para elevar os padrões do nosso ensino a pináculos tão exigentes como os da exigente Finlândia.

Quoque tu, brute?

Metade dos meus leitores de longa data, alguns deles velhos amigos, juntaram-se numa conspiração a favor do mamarracho em Alcântara. Cada post a defender aquela inconsciência é um punhal cravado no peito desta cidade. Oh, ignominia — vê-se bem que não sois lisboetas.