vida breve

Archive for Fevereiro 2008

Entretanto, em Marte.

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No mesmo jornal, afirma-se que Luis Filipe Menezes se está a guardar, enquanto a sua agência de comunicação prepara, com modernas estratégias de marketing político, a mensagem e o programa para derrotar o Governo de Sócrates. 

Eu imagino. Os inquéritos telefónicos hão-de suceder-se a um ritmo estonteante, adequado à voracidade dos tempos e aos desafios do futuro.

Na salinha do focus group, a dona Elvira e o Senhor Antunes exigem mais polícia, menos impostos, mais emprego e melhores reformas, o regresso da pena de morte e a expulsão dos ucranianos.

Atrás do espelho, estrategascriativos acenam com beatitude, enquanto rabiscam conceitos frenéticos, headlines assassinosbuzzwords geniais.

À noitinha irão exibir com gáudio esses gatafunhos ilegíveis, protegidos pela doce irresponsabilidade de um brainstorm.

Será um ano patético, cheio de cruzadas ridículas.  

Escrito por Luis M. Jorge

20-02-08 em 15:18

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Detalhes.

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Público divulgou hoje as duzentas palavras que o primeiro-ministro mais utiliza nos discursos. Democracia, vá-se lá saber porquê, não aparece em lado algum. 

Escrito por Luis M. Jorge

20-02-08 em 13:21

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Pégau.

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O Pégau de 2003 já se recomenda (é um understatement). Acompanhou lindamente um lombinho de porco preto com aipo-bola salteado e pimentos confitados. Para entrada, escargots e champagne. Não fui eu a cozinhar, pois a cabeça não dá para tudo.

Escrito por Luis M. Jorge

17-02-08 em 02:25

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6.

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A esquerda tradicional preocupa-se com um homem se ele for desgraçado. A esquerda moderna preocupa-se com um desgraçado se ele for transsexual. 

Escrito por Luis M. Jorge

14-02-08 em 12:32

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5.

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Quando os admiradores de Lenine se juntaram aos admiradores de Paulo Coelho, não perderam apenas os operários — perdeu também a espiritualidade.

Escrito por Luis M. Jorge

14-02-08 em 12:12

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4.

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Hoje em dia, a principal ocupação lúdica dos burgueses é a de se juntarem em hordas para épater le bourgeois.

Escrito por Luis M. Jorge

14-02-08 em 12:07

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3.

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O que faz um bloquista, quando não tem 6000 euros por mês para internar os seus familiares moribundos numa clínica privada? Entrega-os à igreja. 

Escrito por Luis M. Jorge

14-02-08 em 09:14

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2.

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A igreja prescreve a castidade contra o aborto, tal como a esquerda moderna prescreve a juventude contra a doença e a morte.  

Escrito por Luis M. Jorge

14-02-08 em 09:04

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1.

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A esquerda moderna tem com a igreja católica uma relação semelhante à do Bloco com o PC: enquanto uns assediam os mais novos, os outros mudam a fralda aos mais velhos. 

Escrito por Luis M. Jorge

14-02-08 em 08:52

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Jesus Maria.

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Na minha inocência, própria de quem passou pela Faculdade de Direito de Lisboa a trocar o código civil pelas obras de Shelley (aconteceu-me num exame, a encadernação era igual), nunca tinha observado que a gente da política é sempre mais sombria do que aparenta. Felizmente, está cá o João Pinto e Castro para me abrir os olhos.

Mas então o Miguel Abrantes, afinal, são dois ou três serventuários do executivo cor de rosa? Ó Miguel, e não nos bastava só um? E o Paulo Pinto Mascarenhas já comeu à mesa do Orçamento de Estado, ainda por cima num cargo honorífico? Ui, que temos o caldo entornado. E quem será o misterioso Francisco Almeida Leite, essa némesis extraordinariamente colorida da conspiração rosa?

Como se tudo isso não bastasse, leitores, pasmai: até o João Gonçalves andou a receber telefonemas. Só espero que não fossem da Nossa Senhora.

Escrito por Luis M. Jorge

13-02-08 em 11:19

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Escrito por Luis M. Jorge

13-02-08 em 01:07

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Ai chega, chega.

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Depois das casas de Sócrates, do diploma de Sócrates, das reformas de Sócrates, do autoritarismo de Sócrates e da namorada de Sócrates, Fátima Campos Ferreira arrisca-se a entrar nas nossas conversas de café como a costureirinha de Sócrates.

Escrito por Luis M. Jorge

12-02-08 em 11:39

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Escrito por Luis M. Jorge

11-02-08 em 22:53

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Era uma tourada, você ia gostar.

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Tive pena que fechassem o Grémio Lisbonense. As festas eram boas, a varanda gloriosa — e ao contrário do que julga a nossa blogosfera, os verde-eufémios não dominavam a flora local.

Sim, meus amigos, o Grémio proporcionava ao celibatário desinibido o melhor que a civilização tem para nos oferecer: betas de esquerda. Mas as betas de esquerda não são exactamente iguais aos ecologistas de Setúbal — têm mais saliências no peito, mais carne no fundo da zona lombar, não são tão rugosas no cérebro nem tão pilosas na face, já não se vestem de negro, não temem a água ou o sabão e hoje em dia até ignoram olimpicamente a Beauvoir.

Compram roupa na Sushi, malas na Hold Me, sapatilhas na Diesel, e falam de coisas que hão-de pôr a direita portuguesa a salivar daqui a vinte anos. Foi por isso que a câmara municipal se solidarizou com os manifestantes: porque os manifestantes eram as filhas dos senhores vereadores da câmara municipal. Isto e os campos de milho trangénico são dois mundos diferentes, Filipe: um é pobre, o outro é Lisboeta.

Juntá-los parece-me uma coisa tão absurda como chamar miguelistas aos participantes do seu blog. É certo que anda por aí o VLX, mas não exageremos.

Escrito por Luis M. Jorge

11-02-08 em 00:30

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Sábado.

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Sashimi para oito na suite presidencial do Sheraton. Vista sobre Lisboa, piano de cauda Steinway, 300 metros quadrados. Foi o primeiro contacto com o anfitrião, da minha idade, amigo de uma amiga. Ganhar muito dinheiro é um talento especializado como outro qualquer.

A conversa é amena, urbana, cortês. Fala-se de Marraquexe. Servem-se os digestivos. Por volta da meia-noite entram duas putas brasileiras altas, com minissaia, mamas grandes, ar maternal. Sentam-se ao fundo da mesa tranquilamente. Pedem um Sumol. Quando, um pouco mais tarde, nos despedimos, a puta mais velha agradece a nossa presença como se fosse a dona da casa.

Escrito por Luis M. Jorge

10-02-08 em 02:53

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Escrito por Luis M. Jorge

07-02-08 em 18:01

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Un zefiro spirò

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Un zefiro spirò

che serenò quest’alma

e calma vi portò.

S’io salvo il mio signore

altro non brama il core

e pace allor avrò.

Escrito por Luis M. Jorge

07-02-08 em 10:37

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Ash Wednesday.

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I

Because I do not hope to turn again
Because I do not hope
Because I do not hope to turn
Desiring this man’s gift and that man’s scope
I no longer strive to strive towards such things
(Why should the agèd eagle stretch its wings?)
Why should I mourn
The vanished power of the usual reign?

Because I do not hope to know
The infirm glory of the positive hour
Because I do not think
Because I know I shall not know
The one veritable transitory power
Because I cannot drink
There, where trees flower, and springs flow, for there is nothing again

Because I know that time is always time
And place is always and only place
And what is actual is actual only for one time
And only for one place
I rejoice that things are as they are and
I renounce the blessèd face
And renounce the voice
Because I cannot hope to turn again
Consequently I rejoice, having to construct something
Upon which to rejoice

And pray to God to have mercy upon us
And pray that I may forget
These matters that with myself I too much discuss
Too much explain
Because I do not hope to turn again
Let these words answer
For what is done, not to be done again
May the judgement not be too heavy upon us

Because these wings are no longer wings to fly
But merely vans to beat the air
The air which is now thoroughly small and dry
Smaller and dryer than the will
Teach us to care and not to care Teach us to sit still.

Pray for us sinners now and at the hour of our death
Pray for us now and at the hour of our death.
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Escrito por Luis M. Jorge

06-02-08 em 12:20

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A paz universal.

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- Porque tens os olhos tão grandes?
- Para te ver melhor.
- Porque tens o nariz tão comprido?
- Para te cheirar melhor.
- Porque tens os braços tão fortes?
- Para te agarrar melhor.
- Porque tens as orelhas tão pequeninas?
- …

Escrito por Luis M. Jorge

06-02-08 em 09:07

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Carnaval.

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O Carnaval de Veneza, felizmente, só existe na sua forma actual desde 1979. Escrevo felizmente, porque se o leitor visitasse a cidade em mil quatrocentos e tal assistiria a espectáculos tão edificantes como o lançamento de cães a partir de um canhão. Além disso poderia matar um gato à cabeçada (um desporto muito estimado) ou então, num registo mais elegante, ser-lhe-ia concedida a oportunidade de correr à frente de um touro pelas estreitas ruas de Rialto até cair na água imunda de um canal. Bons velhos tempos, que nunca irão regressar.

O auge do Carnaval Veneziano ocorreu no Século XVIII. A cidade teria cem mil habitantes, entre os quais se distinguiam (e como distinguiam) as onze mil prostitutas mais elogiadas do Ocidente. Em vez de uma semana de folguedos, a festa chegava a durar meio ano, o que parece extraordinário (embora não inteiramente desagradável) às nossas sensibilidades contemporâneas.

Teoricamente, as celebrações iam do Natal à Quarta-feira de Cinzas — mas como as máscaras se usavam nos quinze dias a seguir à Ascensão, e como ainda havia as festas de Outono, desde o começo de Outubro até ao Natal, tudo somado resultava nuns seis meses de folias e salamaleques.

Nessas ocasiões, Veneza recebia trinta mil turistas, que ali se deslocavam a partir de toda a Europa. As narrativas dão-nos conta de uma notável extravagância. Até os padres, os núncios papais ou o guardião dos capuchinhos usavam máscaras. Um cronista da época assegura-nos que o próprio arcebispo não reconheceria os seus curas se estes o visitassem de cara destapada.

Este anonimato resultava numa imensa liberdade, em que todos podiam ir onde quisessem e fazer o que lhes aprouvesse, desde que nunca interferissem na política. Não admira que o Governo da República encorajasse estes costumes tão frivolos. “Cada um,” diz-nos um contemporâneo, “cumpre até ao fim o papel que escolheu para si. Se falardes com um Arlequim, achá-lo-eis tão ligeiro como um francês e tão chistoso como um irlandês; o Jurisconsulto assume um tom de disputa, o médico tem um ar pedante.”

Os bailes, as festas, as tertúlias nas farmácias animadas por vinho de malvasia, os espectáculos de acrobatas e equilibristas, de astrólogos e improvisadores, de marionetas e cantores, as noites em branco passadas nos casinos e os serões entre a commedia dell’ arte, tudo isso acabava repentinamente na quinta-feira Gorda em plena Praça de São Marcos, com um fogo de artifício e uma largada de toiros a que até os meninos compareciam disfarçados.

Em 1979, as festividades reanimaram-se após um longo interregno de quase duzentos anos. A ocupação napoleónica tinha afastado os habitantes da Serenissima das suas aventuras galantes. Mais tarde, Mussolini proibiu o uso de máscaras em lugares públicos, por temer certamente que atrás dos polichinelos se ocultassem comunistas. Só após a Segunda Guerra Mundial foi recuperado algo do espírito de outros tempos, embora sem a pitoresca brutalidade do renascimento ou os costumes licenciosos do Século de Casanova.

Hoje em dia o leitor pode divertir-se a valer, desde que queira gastar muito dinheiro. As celebrações iniciam-se na sexta-feira com a Festa delle Marie, uma procissão que percorre a cidade. A abertura oficial ocorre no sábado, quando uma outra procissão, desta vez mascarada, deixa a Praça de São Marcos por volta das quatro horas. No dia seguinte há torneios medievais (sem matança de animais) e outros combates simulados.

Na terça-feira gorda, é a vez de um festival que já faz parte das tradições carnavalescas. No ano passado celebrizou-se pelo “Vôo do Anjo”, em que o anjo descia por um cabo desde o alto do Campanile de São Marcos até ao Palácio dos Doges. Nos dias seguintes sucedem-se os bailes de máscaras nos principais palácios e hotéis (Palazzo Dandolo, Bauer, Pisani Moretta), bem como as excursões nocturnas de gôndola por um Canal Grande iluminado com tochas e archotes. Os bailes de máscaras são o principal evento da temporada, mas esteja preparado: custam entre 250 euros e 430 euros, dependendo do prestigio do local. Este ano destaca-se o Baile do Casanova que decorre no Palazzo Zenobio, sábado, dia 9 de Fevereiro, a partir das 20 horas. Os postos de turismo situados no Molo, perto da entrada da Piazetta ao lado do Palácio dos Doges são o melhor local para se informar dos dias, horas e moradas.

Existem várias lojas tradicionais para quem deseje adquirir máscaras de carnaval autênticas. A maioria situa-se na zona de San Polo, no centro da cidade. A L’Arlecchino (Calle dei Cristi, 1722-1729) assegura-nos que as fabrica em papier maché a partir de desenhos exclusivos, por um preço absurdo. A Tragicomica (na Calle Nomboli, 2800) é uma das maiores e mais assustadoras. No Atelier Pietro Longhi (Rio Terrà 2604/b), pode adquirir espadas e capacetes que combinem com o seu disfarce comprado noutro local. Se gostar de temas mórbidos, escolha a máscara do Doutor Morte, inspirada nas que eram usadas pelos médicos da peste por volta de 1630.

Quem tiver crianças gostará de assistir, em San Polo, aos teatros de fantoches organizados para os mais pequenos. Ou então pode verificar como era o Carnaval de antigamente, o Vecio Carnevale, na Via Garibaldi.

Finalmente, não perca a procissão de gôndolas repletas de foliões que percorrem no Domingo, lentamente, o Canal Grande. Ninguém parece ter medo de cair à água, o que talvez seja explicado pela pergunta retórica de um velho provérbio veneziano: mas haverá alguém que não saiba nadar?

(Este texto serviu de base a um documento mais extenso, publicado este mês numa revista privada).

Escrito por Luis M. Jorge

05-02-08 em 16:58

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Ele saneou as finanças públicas, ele modernizou o país, ele celebrou o tratado de Lisboa… Caramba, Miguel, não podia estar mais parecido.

Escrito por Luis M. Jorge

04-02-08 em 01:56

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Aprende.

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Inventei mesmo agora o risotto de morcela. Ficou porreiro, . Devias experimentar.

Escrito por Luis M. Jorge

04-02-08 em 00:29

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Ag nº 50.

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Acaba de sair. E como está bonita.

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Escrito por Luis M. Jorge

03-02-08 em 16:55

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“Só uma rubricazinha, sr. engenheiro: é para um correligionário”.

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Escrito por Luis M. Jorge

03-02-08 em 02:33

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“Esta até é da nossa cor, senhor engenheiro.”

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Escrito por Luis M. Jorge

02-02-08 em 19:06

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“Senhor engenheiro?”

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Escrito por Luis M. Jorge

02-02-08 em 11:27

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Sim, a culpa é do Público.

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No cantinho do socialista já se sonha com o momento auspicioso em que o engenheiro Armando Vara ocupará o lugar que merecidamente lhe compete no Conselho de Administração da Sonae.

Escrito por Luis M. Jorge

01-02-08 em 20:19

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Proust.

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Houve um tempo em que era obcecado pelos catálogos da Cappellini, a ponto de recordar que um dos dias verdadeiramente felizes da minha vida coincidiu com a compra de uma chaise longue da marca (a meu favor invoco a circunstância atenuante de não ter tido filhos). Este cadeirão chama-se Proust, foi concebido por Alessandro Mendini em 1978, e lembrei-me de o pôr aqui quando o José Mário Silva falou num certo Cadeirão Voltaire (as memórias percorrem um estranho caminho na nossa consciência). A Cappellini é representada pela Galante, que mudou de loja mas ainda fica perto do Marquês. O escritor homónimo, com certeza, adoraria a homenagem.

Escrito por Luis M. Jorge

01-02-08 em 13:25

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