Ainda mais racional, professor Arroja.
Marcel Proust, homossexual e judeu. Devemos permitir que eles se reproduzam?
Afirma o professor Pedro Arroja:
Julgo que comprendo os seus argumentos, caro amigo. Os homossexuais não podem procriar, por isso devemos impedir que eles condenem a nossa espécie (particularmente esta magnífica subespécie lusitana) ao acabrunhamento e à extinção.
No entanto, após analisar os seus escritos confesso que ainda me resta uma dúvida: e se esses homossexuais, além de tudo, também forem judeus? Um preconceito saudável não anulará o outro? Quero eu dizer: o facto de os judeus não poderem procriar, com todos os benefícios que daí decorrem, não compensará a nossa espécie, digamos assim, dos perigos que esta comunidade em particular causaria ao mundo se contribuísse para a renovação demográfica?
Deveremos encorajar todos os judeus a tornarem-se homossexuais? É um tema que deixo, respeitosamente, à sua consideração.
Também se pode pôr a dúvida de como encarar o clero católico, porque, afinal, no dia em que se aceite o ser monge, freira ou sacerdote da Igreja de Roma como regra geral de comportamento humano, estar-se-à a iniciar a humanidade no caminho da extinção por força do celibato imposto.
O Professor Arroja estará, portanto, a defender que é racional agir preconceituosamente contra o clero católico, ou, quiça, ele entende que a vida não-reprodutiva de uns é mais válida do que a de outros. Resta saber porquê…
Héliocoptero
10-12-07 em 13:05