vida breve

Archive for Novembro 2007

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O que fez a Igreja para deter a heresia cátara? Primeiro perseguiu-a até à extinção. Depois criou as ordens mendicantes, para evitar que surgisse outra igual. Qualquer centro de poder que aspire ao monopólio tem de nutrir uma oposição interna.  

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Escrito por Luis M. Jorge

30-11-07 em 09:50

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Good cop, bad cop.

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Soares pede que o Governo se chegue um pouco à esquerda. Sócrates responde que nem o engenheiro Guterres fez tanto para ajudar os pobrezinhos. Alegre desfralda mais um tropismo em rima pobre. Vai ser assim até 2009. Vai ser assim depois de 2009. Chama-se estratégia.   

Escrito por Luis M. Jorge

30-11-07 em 09:20

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Cadê o portentoso bardo, o demiurgo das hipérboles, sua luminescência reverente?

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Alguém sabe onde se meteu o Mário Crespo?

Escrito por Luis M. Jorge

29-11-07 em 21:41

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Esperança.

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Luis Filipe Menezes é a prova de que não basta querer construir um discurso populista para originar uma nova revolta da Maria da Fonte.

As agências de comunicação, no PSD, bem podem esgaravatar focus groups e redigir bonitos mission statements para agradar a blasfemos & insurgentes. Quem decide as eleições em Portugal, felizmente, possui mais juizo que eles.

O Partido Social Democrata só tem à sua disposição um caminho viável a longo prazo: lutar pela transparência dos processos políticos, pela desregulamentação da economia e pelo saneamento do Estado.

Até lá, o PS e o primeiro-ministro, que ocupam o seu território natural, podem continuar a fazer gato-sapato da esquerda escanifrada e da direita desnorteada.

Escrito por Luis M. Jorge

27-11-07 em 16:41

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Alvos novos.

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Escrito por Luis M. Jorge

26-11-07 em 04:54

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Escrito por Luis M. Jorge

25-11-07 em 13:08

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Demolidor.

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Ontem à tarde passou na televisão um filme americano em que um ceguinho fazia de super-herói e salvava Nova Iorque do Mal.

O ceguinho, de bengala e tudo, sabia mais truques de karaté que uma das amazonas do coronel Kadafi. Ele não só despachou num ápice o Rei do Crime e outro malandro implacável, como ainda beijou ternurentamente a rapariga sob uma grossa chuva outonal (não sei se os dois pombinhos chegaram a consumar o seu entusiasmo, pois não vi a parte mais romântica da obra).

Confesso que toda aquela história me maravilhou. Ali estava, pensei embevecido, um cidadão deficiente a fazer de super-homem numa grande produção com fins lucrativos. Isto era respeito pelas minorias. 

Mas a minha alegria na contemplação da Virtude dissipou-se um pouco quando comecei a reparar nos maus da fita. Um deles pareceu-me baixo, feio e careca; o outro era preto, gordo e fanfarrão.

Suponho que lá em Hollywood o politicamente correcto ainda não é para toda a gente.

Escrito por Luis M. Jorge

25-11-07 em 01:39

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Festa na Madonna della Salute.

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Em Veneza celebrou-se ontem o fim da horrível peste que ceifou cento e cinquenta mil almas entre 1630 e 1631. Todos os anos, a 21 de Novembro, é erguido um pontão no Canal Grande e o povo da cidade visita a igreja da Madonna della Salute para agradecer à divina misericórdia a frugalidade com que há quatro séculos se contentou em matar apenas um terço da sua população.

As gôndolas reúnem-se no canal, ao redor da igreja, para serem benzidas pelo padre nas escadarias de Longhena. Esta é sem dúvida a mais genuína, a menos turística, das festas venezianas. Para o ano, se a Madonna me permitir, também lá estarei.

Escrito por Luis M. Jorge

22-11-07 em 09:45

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Quase ao lado.

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Mário Soares tem mais inteligência política no dedo mindinho do pé esquerdo do que José Manuel Fernandes em toda a importante extensão da sua ociosa massa cinzenta. Ainda hoje, octogenário, trôpego e patareco, bastam a Soares duas ou três larachas para fazer mais pela Galp e por Portugal do que o director do Público fez em décadas de sonhos delirantes de esplendor neorepublicano.

Isto, e também as pequenas diferenças de análise quanto à guerra no Iraque, seriam suficientes para que uma pessoa normal agradecesse a agudeza que ainda resta ao nosso ex-presidente da república, lhe pedisse desculpas pelo incómodo e o deixasse em paz. Mas José Manuel Fernandes não é uma pessoa normal.

A inveja, o ressentimento e a má-fé fazem parte do caldo de cultura maoista em que se movem alguns dos nossos líderes de opinião. Para esta gente não interessa que um antigo chefe de Estado, cortando a eito por entre as neuroses dos ideólogos, negoceie com outro, democraticamente eleito, uma situação claramente vantajosa para o nosso país. Não: estas luminárias, que se estão a borrifar para os direitos humanos no Médio Oriente ou em Guantanamo, nunca deixam de encher a boca quando apontam tremulamente o dedinho a Cuba, ou a quem, defendendo o interesse nacional, aperta a mão a um primo da secretária de um amigo de Fidel Castro.

Que crime, segundo José Manuel Fernandes, cometeu Mário Soares? Parece que manifestou “encanto” por Hugo Chávez, e que se sentou ontem “quase ao lado do primeiro-ministro quando este o recebeu em São Bento”.

Quase ao lado. Nas fantochadas em forma de julgamento que acompanhavam as purgas estalinistas, não deviam faltar nunca, estes quase ao lado — nem os olhinhos esbugalhados, nem as vozes colocadas, nem os rostos lívidos desfigurados pelo ódio. Um quase ao lado que nos conduz muito longe: aos autos-da-fé, às masmorras da santa inquisição, às expulsões de árabes e de judeus.

Num mundo cheio de crápulas, muitos deles mortíferos e apoiados pelo Ocidente, José Manuel Fernandes escreve hoje no Público um editorial onde acusa Soares de se sentar quase ao lado de um presidente eleito sul-americano.

Já não há vergonha.

Escrito por Luis M. Jorge

21-11-07 em 15:29

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Luis M. Jorge, sonhador, imagina as vantagens de possuir uma tenda no deserto e belas guarda-costas para o protegerem.

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Escrito por Luis M. Jorge

21-11-07 em 03:18

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The sea, the sea.

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Escrito por Luis M. Jorge

20-11-07 em 16:37

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“Pertencemos a um grupo para conseguirmos avaliar o que é real.”

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Pertencemos a um grupo para conseguirmos avaliar o que é real. Isto parece estranho para aqueles que acham que nós, individualmente, interpretamos o mundo à nossa volta e decidimos sozinhos o que é verdadeiro ou falso — que compreendemos o mundo apenas através das lentes da nossa personalidade e assim formamos uma opinião sobre o modo como este funciona.Na verdade, o acordo colectivo sobre a realidade influencia fortemente a percepção do que é o quê. Peter Berger, um sociólogo prestigiado, afirma que “a realidade subjectiva do mundo segue o frágil alinhamento de uma conversa”. Uma demonstração de que todos fazemos acordos uns com os outros sobre a realidade foi feita num laboratório dos anos trinta. O exercício mostrou o triunfo da crença colectiva sobre os factos e da vontade colectiva sobre o indivíduo.A primeira parte da experiência exigia que o individuo se sentasse sozinho numa sala totalmente às escuras. A pessoa era instruída a focar o olhar num único ponto de luz projectado numa parede. A luz apagava-se e acendia-se esporadicamente. Todos os sujeitos eram inquiridos sobre a distância a que a luz se movia de cada vez que era acesa. Na verdade, a luz não era movida. Mas na ausência de referências visuais, ela parecia viajar entre dois ou três centimetros e quase um metro, dependendo do indivíduo. As estimativas variavam dramaticamente.

Os participantes eram depois levados de regresso ao laboratório em grupos de três. Mais uma vez a luz acendia-se e apagava-se esporadicamente, e era pedido ao grupo que estimasse a que distância a luz se movera. O pesquisador notou que “à medida que ouviam as estimativas do movimento da luz, as respostas dos membros de cada grupo começavam a convergir até serem quase idênticas. Ao chegarem a uma opinião colectiva, ou a um consenso, os membros dos vários grupos estabeleceram normas sociais respeitantes ao movimento da luz.” A perspectiva do grupo foi o agente mais poderoso de cada decisão individual sobre aquilo que era a realidade.

Douglas Atkin, The Culting of Brands – When Customers Become True Believers

Escrito por Luis M. Jorge

19-11-07 em 17:19

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Gravação: Nixon e Kissinger falam sobre Reagan.

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(Reagan era então Governador da Califórnia. O que se segue é uma gravação feita na Casa Branca).

President Nixon: What’s your evaluation or Reagan after meeting him several times now.

Kissinger: Well, I think he’s a–actually I think he’s a pretty decent guy.

President Nixon: Oh, decent, no question, but his brains

Kissinger: Well, his brains, are negligible. I–

President Nixon: He’s really pretty shallow, Henry.

Kissinger: He’s shallow. He’s got no…he’s an actor. He–When he gets a line he does it very well. He said, “Hell, people are remembered not for what they do, but for what they say. Can’t you find a few good lines?” [Chuckles.] That’s really an actor’s approach to foreign policy–to substantive….

President Nixon: I’ve said a lot of good things, too, you know damn well.

Kissinger: Well, that too.

President Nixon: Can you think though, Henry, can you think, though, that Reagan with certain forces running in the direction could be sitting right here?

Kissinger: Inconceivable.

President Nixon: Back to Reagan though. It shows you how a man of limited mental capacity simply doesn’t know what the Christ is going on in the foreign area.

Escrito por Luis M. Jorge

19-11-07 em 10:22

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A vida dos animais.

com 4 comentários

Julgo que só tenho uma amiga vegetariana — embora conheça muitas outras pessoas, como é próprio do século, que não estão à altura das suas convicções. Nunca houve tanta gente a proclamar princípios, nem tão pouca disposta a morrer por eles, o que é absolutamente lamentável: o mundo teria a ganhar com alguma tranquilidade.

Um dia, a Mécia (chama-se assim a minha amiga) enviou-me um email destinado a provar que as galinhas tinham memória e consciência do seu sofrimento, ao qual respondi minutos depois enviando-lhe uma receita de cabidela.

Nos seis meses que se seguiram não me telefonou uma única vez. Habituado às suas ausências prolongadas (o ruibarbo, à semelhança do haxixe, afecta negativamente a memória), julguei que me tinha esquecido para sempre, até a encontrar no elevador da Bica a comer um hambúrguer de tofú às duas e meia da manhã (não, não perguntem).

Nessa altura compreendi que estava magoada comigo. Porquê?, perguntei-lhe (o haxixe, à semelhança do ruibarbo, afecta negativamente a memória).

- Por causa das galinhas, cabeça-de-abóbora.

- Quais gal… ah, as galinhas!

- És tão casca-grossa!

- Só conheces insultos com vegetais?

- Não, seu… nabo!

- Não acredito que fiques zangada por causa de umas galinhas, Mécia. Uns bichos tão insípidos…

- As galinhas também são gente, minha besta.

- Não digas isso tão alto.

- Pronto, minha besta.

- Referia-me à parte de as galinhas serem gente. Queres um mojito? Tem hortelã.

A nossa amizade nunca mais foi a mesma. Ainda almoçamos, ocasionalmente, e eu gosto sempre de a ver. Mas há tempos pedi-lhe um logótipo, e ela quis cobrar-me!

Escrito por Luis M. Jorge

19-11-07 em 00:17

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Jennifer e Clarissa.

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- Esta receita (poule au pot) foi criada por Henrique de Navarra, para que todo o seu povo pudesse comer carne ao domingo.

- E depois foi assassinado por um vegetariano enlouquecido.

- Que lhe encheu a boca com endívias!

Escrito por Luis M. Jorge

18-11-07 em 14:04

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Aulas de culinária.

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Desde que chegaram os DVD das Duas Senhoras Gordas, tenho aprendido muito sobre culinária:

1. A banha de porco é a melhor gordura que há para fritar e refogar.

2. O bacon fica bem com qualquer coisa, principalmente com aves previamente recheadas de manteiga.

3. Os pudins levam sempre bacon.

4. Devemos pôr salsa em tudo, pois assim não precisamos de fazer salada.

5. A maior tragédia que pode ocorrer a alguém é tornar-se vegetariano.

Escrito por Luis M. Jorge

18-11-07 em 12:58

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Clarissa Dickson Wright:

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Tirem sempre as côdeas a uma sanduíche eduardiana,

caso contrário o que iriam dar aos pobres?

Escrito por Luis M. Jorge

18-11-07 em 03:16

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Notas mentais – 2

com 15 comentários

Não tem que existir ordem no mundo para haver ordem dentro de nós.

Escrito por Luis M. Jorge

16-11-07 em 08:24

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Notas mentais – 1

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Não esperar uma vida longa, mas fazer um pouco mais para a alcançar.

Escrito por Luis M. Jorge

16-11-07 em 08:24

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E.

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Dei-lhe uma maçã, mas nunca a trincou.

Escrito por Luis M. Jorge

16-11-07 em 01:37

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Boa nova.

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As despesas com pessoal nos serviços públicos, em percentagem do PIB, desceram de 14.5 por cento para 12.8 por cento. Acontece que a média europeia são 10 por cento e que a Alemanha já atingiu os 6.9 por cento. É quase metade da nossa percentagem. Mas claro, os alemães também não têm serviços públicos tão bons como os nossos.

Escrito por Luis M. Jorge

15-11-07 em 13:46

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Porque não se calam?

com 11 comentários

A ridícula polémica gerada pelo rei de Espanha já foi muito além da Taprobana. Primeiro, tivemos de escutar as grossas boçalidades da direita marialva: que o rei é macho, Zapatero um maricas, etc.

A esquerda barnabé, sempre pronta a discutir tontarias, veio logo a terreiro defender que Chávez fora eleito democraticamente, mas o rei Juan Carlos não (um dia teremos de explicar aos nossos brilhantes prosadores que uma instituição reconhecida por orgãos democráticos, paga por orgãos democráticos, levada às cimeiras por orgãos democráticos, e aparentemente aceite pelo povo, é bem capaz de ser uma instituição democrática).

Ontem foram os gritinhos histéricos da Helena Matos e o pomposo texto do inexterminável José Manuel Fernandes — só o li até meio, mas acredito que se tenha referido sonhadoramente à menina de cinco olhos, e à falta que fazem os castigos físicos nas escolas.

Hoje veio o Rui Tavares pairar com falsa bonomia (a la Pacheco Pereira) sobre os restos desta conversa imbecil, para concluir que Aznar, Juan Carlos, Chávez, José Manuel Fernandes, a Helena Matos, a Zita Seabra e o resto do mundo ocidental são, com excepção de Zapatero e do próprio Rui Tavares, uma cambada de atrasados mentais.

Perante isto vou reflectindo melancolicamente que ainda ontem se noticiou nos nossos jornais o divórcio de uma infanta, e que já ninguém parece distinguir o que se passa em Espanha do que ocorre em Portugal.

Estou farto desta merda. Se o Saramago não vivesse em Lanzarote era eu quem ia para lá.

Escrito por Luis M. Jorge

15-11-07 em 12:22

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As cabeleireiras, de mão pendente,

fazem bicha no Hard Rock Cafe.

Os seus primatas, com ar valente,

treinam golpes de karaté.

Escrito por Luis M. Jorge

14-11-07 em 21:30

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Fora da Igreja.

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As relações entre Roma e Veneza foram quase sempre crispadas. A Inquisição mal entrava na república, e os judeus prosperavam no Ghetto com certa tranquilidade. Já nas imediações do Vaticano ouviam-se os urros dos diplomatas: Se eu fosse papa, desabafou um dia o cardeal Borghese, excomungaria a Sereníssima à primeira oportunidade. E se eu fosse Doge, respondeu-lhe o embaixador veneziano, iria rir-me da sua excomunhão. Ambos cumpririam a palavra, quando Borghese se passou a chamar Paulo V e Leonard Donato foi eleito Doge.

Em 1606 Veneza foi interditada pela Santa Sé. A Senhoria reagiu com desprendimento, proibindo a divulgação das bulas papais e comunicando a Roma que, para assuntos terrenos, reconhecia apenas a autoridade do Altíssimo.

O clero da cidade continuou a celebrar missa e a ministrar os sacramentos. Àqueles que aguardavam por uma palavra do Espírito Santo, foi-lhes dito que o Espirito Santo já persuadira o Conselho dos Dez a enforcar os mais recalcitrantes.

Uns anos mais tarde, Paulo V quis negociar.

Escrito por Luis M. Jorge

14-11-07 em 10:09

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D.

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Era bela e sem princípios — como poderia resistir-lhe?

Escrito por Luis M. Jorge

14-11-07 em 00:48

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Coroa.

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Acho que foi a Carla, quem perguntou há tempos qual o motivo que leva alguns bloggers a apagarem posts. A resposta é simples: um blog não serve para acumularmos coisas, mas para as deitarmos fora.

Escrito por Luis M. Jorge

13-11-07 em 10:29

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C.

com 2 comentários

Eu amava-a, ela também.

Escrito por Luis M. Jorge

12-11-07 em 21:56

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Nunca compreendi as pessoas que procuram um estilo. Eu faço tudo o que posso para perder o meu.  

Escrito por Luis M. Jorge

12-11-07 em 03:06

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B.

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cloud.jpgEnsinei-lhe o que eram estratos, cúmulos, cirros e nimbos. Ainda hoje me telefona a perguntar como se chamam as nuvens.

Escrito por Luis M. Jorge

12-11-07 em 00:41

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Acabo de ver três homens a urinar entre a Avenida da Liberdade e os Restauradores. Suponho que fossem apoiantes da coligação camarária que tão competentemente tem governado a cidade.

Escrito por Luis M. Jorge

11-11-07 em 16:50

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Clarissa.

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Escrito por Luis M. Jorge

11-11-07 em 13:07

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A.

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Tinha uma pele de veludo, um cheiro a leite e a mel, e era tão firme, breve, evanescente como a chuva na primavera.     

Escrito por Luis M. Jorge

11-11-07 em 02:21

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